Pecuaristas acreditam em crescimento da produção

Luiz Carlos Meister e Luciano Vacari

Mato Grosso é atualmente o maior produtor de rebanho bovino nacional, com um plantel de aproximadamente 30 milhões de cabeças, segundo número do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea). São 108 mil propriedades rurais no Estado com produção de gado. Dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) mostram que o Estado aumentou sua participação nas exportações de carne bovina no acumulado de 2012, em relação ao ano passado. Em dois meses, Mato Grosso foi responsável por 16,63% dos embarques, ante os 15,93% registrados em 2011.

Para o pecuarista Luiz Carlos Meister, estes números podem ser ainda melhores. “O segmento da pecuária de corte está dividido em três níveis. O primeiro, que é a minoria, é de grandes produtores que atuam com estrutura adequada, o segundo nível também é de uma minoria, formado por produtores médios, que tem alguma estrutura e encontram deficiência para a criação. E por último os pequenos produtores, algo em torno de 75%, que estão mal preparados, tem baixa rentabilidade e sobrevivem com muita dificuldade”, resume.

Meister foi um dos participantes na manhã desta quarta-feira (21.03) do terceiro dia do Workshop das Cadeias Produtivas, realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), na sede da instituição. “A mão de obra da pecuária tem problemas básicos como o analfabetismo, que gera problemas para o desenvolvimento da cadeia”, aponta. “A iniciativa do Senar demarca uma mudança. A hora que você ouve o que o seu cliente necessita e põe aquilo em prática, as chances de acertar o objetivo são muito maiores”, avalia.

O superintendente da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, concorda com a análise do pecuarista. “É positivo rever posicionamentos. A produção no Estado é muito dinâmica. Uma técnica usada há algum tempo, hoje é obsoleta. Mudando essas ferramentas podemos melhorar o resultado na propriedade. Isso é possível com novos treinamentos ou revisão dos que já são ofertados”, afirma o presidente da associação que possui mais de três mil filiados.

Amanhã (22.03), último dia do workshop no mês de março, se encontrarão representantes de produções típicas da agricultura familiar: fruticultura, mandioca, olericultura, sistemas florestais e apícola. O Workshop volta no dia 12 de abril com o encontro dos representantes da cadeia da soja e do milho, que encerra o evento.

ASCOM Senar-MT

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