Exemplo de confinamento organizado

A Missão Técnica na Austrália e Nova Zelândia está quase encerrando. Antes de darmos continuidade ao que a equipe da Famato, do Senar-MT e dos Sindicatos Rurais está aprendendo na Nova Zelândia, vamos saber um pouco mais sobre uma das visitas feitas na Austrália na semana passada. Lá, o grupo teve a oportunidade de ver perto o confinamento da fazenda Goonoo Feedlot (Farm & Station). A propriedade foi comprada pela empresa Australian Agriculture Company Limited – uma companhia inglesa que está instalada no país desde 1824 e, atualmente, possui 26 propriedades com um total de 600 mil cabeças de gado. Além do confinamento, a Goonoo Feedlot também cria gado a pasto e produz grãos.

A capacidade de confinamento instalada é de 17.500 cabeças e, atualmente, confina 16.500, sendo 15.000 cabeças da raça Wagyu (considerada a carne mais cara do mundo) e 1.000 da raça Brahma. Para o rebanho a pasto são utilizados 18.200 hectares somente para a recria dos animais. Aproximadamente 12 mil cabeças são mantidas nessa área, média de 1 UA (unidade animal) por 1,5 hectare.

No cultivo das plantas anuais são utilizados 1.420 ha. Deste total, 930 ha são irrigados para o cultivo de algodão. A irrigação é feita em gravidade por sulco. O serviço da lavoura é 100% terceirizado. Para o plantio são escolhidas áreas com fertilidade natural, onde a terra é preta e não necessita calcário e nem adubo. São trechos de terra de aluvião, rica em fósforo e minerais. Como não há preocupação com fertilidade do solo, os custos de plantio se concentram em sementes e defensivos para combater insetos e plantas daninhas.

Na propriedade, a pastagem é formada principalmente pelo capim Buffel Grass que foi introduzido há 50 anos e ocupa 80% das extensões de pasto. Nesse meio século, desde que foram semeadas, as pastagens não receberam nenhuma reforma ou adubação.

Em relação a alimentação dos animais, o sal mineral está fora do cardápio. Dependendo do preço dos grãos e do mercado da carne, o rebanho recebe suplementação de proteína no cocho. No caso desta fazenda, a principal fonte de suplementação é o caroço de algodão.

A ração é produzida na propriedade e é composta por vários materiais, entre eles o sorgo, caroço de algodão, trigo, cevada, milho, silagem de milho e casquinha de milho. O detalhe curioso é que a ração sofre um cozimento no vapor antes de ser colocada nos cochos. A alimentação se dá no período entre 10h e 15h. São utilizados sete tipos de ração, conforme a idade dos animais, visando a melhor performance de ganho de peso diário. A composição das rações para o gado que se aproxima da terminação tem maior percentual de grãos que as iniciais, chegando a 54% de grãos na fase final.

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