Mato Grosso na vanguarda da produção agropecuária sustentável

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que em 2050 a população mundial chegue a 9 bilhões de pessoas e que seja necessário aumentar 70% da produção de alimentos para suprir o crescimento da demanda. O Brasil precisará produzir 3,6 vezes mais grãos do que produz atualmente. O desafio do setor agropecuário será elevar ainda mais a produtividade no campo e a produção de energia renovável sem comprometer os recursos naturais. Esse compromisso com o meio ambiente já faz parte da rotina dos produtores rurais de Mato Grosso – estado referência na produção de alimentos com qualidade e sustentabilidade.

Mato Grosso possui 62% do território (56,02 milhões de hectares) preservados, sendo que deste total 2/3 estão nas propriedades rurais (36,97 milhões de ha) e 1/3 (19,05 milhões de ha) em áreas protegidas, como Unidades de Conservação e Terras Indígenas. A área considerada produtiva equivale a 38% do território estadual, sendo 32,41 milhões de hectares com produção agropecuária e 1,89 milhão de hectares destinados a outras ocupações, segundo informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

No ranking brasileiro, Mato Grosso ocupa o primeiro lugar na produção de soja, algodão, milho 2ª safra, girassol e criação de bovinos. Mundialmente a produção de soja mato-grossense está na 4º posição e a produção de milho 2ª safra, algodão e a criação de bovinos estão em 14º, 12º e 8º lugares respectivamente.

“O nosso modelo de produção agrícola é, atualmente, um exemplo para o mundo. Utilizamos a mesma área para produzir até três safras, alcançando ano a ano aumento nos índices de produtividade por meio de técnicas sustentáveis como o plantio direto e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta”, informa o presidente da Famato, Rui Prado. O tema foi abordado nesta quinta-feira (21.06) na palestra apresentada por Prado com o tema “Mato Grosso: Agropecuária Sustentável”, no espaço AgroBrasil, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

O objetivo da Famato na Rio+20 era chamar a atenção da opinião pública para a necessidade da criação de regras ambientais universais, como a criação de um Código Florestal Mundial. Além disso, a entidade apóia a proposta da  APP Global defendida pela CNA. “O meio ambiente não respeita fronteiras. De nada adianta para as futuras gerações se apenas os brasileiros fizerem seu dever de casa. A questão ambiental deve ser abraçada por todas as nações”, opina o presidente da Famato.

Segundo Prado, com o aumento da produção de alimentos nos últimos 40 anos, consequentemente, os preços para o consumidor também reduziram. O óleo de soja, por exemplo, custava R$ 13,74 em 1971. No ano passado o produto valia R$ 2,81, o que representa uma redução de 80%. Neste mesmo intervalo o consumo de óleo de soja cresceu 195%. O quilo da carne bovina, que em 1978 custava R$ 25,13, registrou queda de 37% no preço em 2011 (R$ 15,70) e o consumo aumentou 100%.

Produtividade – O desenvolvimento da tecnologia permitiu incrementar a produtividade da agropecuária de Mato Grosso. O produtor rural consegue produzir mais na mesma área. Segundo o Imea, se o estado continuasse com a mesma produtividade de 1992 seria necessário mais 4,8 milhões de hectares para produção de soja, milho e algodão. Isso significa que o produtor de Mato Grosso, com o incremento de tecnologia na lavoura, contribuiu evitando o desmatamento.

Nos últimos sete anos, por exemplo, a área destinada à sojicultura aumentou apenas 14,1% (de 6,19 milhões de hectares para 7,07 milhões de hectares), enquanto a produção cresceu 31,4% no mesmo período, passando de 16,7 milhões de toneladas para 21,9 milhões de toneladas, demonstrando a eficiência da produção agrícola no estado.

 

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