O Pará

O gestor do Núcleo Técnico da Famato, Eduardo Godoi, fala neste relato sobre o terceiro dia de viagem (05.09) no Estradeiro BR-158, realizado pela Aprosoja. Ele chegou ao Pará! Confira!

“A caravana partiu cedo rumo ao Pará. Seguimos o traçado da BR-158, onde, num asfalto quase perfeito, passamos pela simpática Confresa. Acima deste ponto nenhum membro da nossa equipe havia passado. Entre Confresa e Vila Rica a estrada é de chão e ruim. De fato, vimos algumas obras ao longo dos 100km que separam as duas cidades, porém a previsão para que todo trecho seja asfaltado é só no final de 2013. Encontramos no caminho duas carretas levando soja de Porto Alegre do Norte-MT para Colinas-TO via BR-158. Disseram que durante as chuvas nenhum motorista aceita trabalhar para os sojicultores da região. A solução encontrada pelos produtores foi pagar uma ‘comissão’ sobre a produção para fidelizar os motoristas. Em alguns casos, é proposta até uma parcela da sociedade.

Gestor do Núcleo Técnico da Famato, Eduardo Godoi, na divisa de Mato Grosso com o Pará.

 Quando nos aproximamos do Pará o asfalto voltou – uma surpresa positiva não fosse a má conservação. Da divisa até Santana do Araguaia dei até uma nota 6, mas de Santana até Redenção é difícil. Buracos atrás de buracos e falhas inexplicáveis no asfalto. Ponte? Só mesmo as provisórias montadas pelo exército há tempos. 

Buracos na pista da BR-158, no sul do Pará.
Santana do Araguaia-PA

 Nas paradas para fotos e entrevistas, as pessoas que passavam por nós faziam questão de parar, pedir ajuda e nos agradecer pela iniciativa. Gritos de ‘Vergonha’, ‘Nos Ajudem’, etc! As condições atuais das estradas por aqui têm causado muitos acidentes além do aumento dos custos de frete.

Protesto dos usuários da ponte.
Valor do frete de Vila Rica para o terminal da Cargill no Guarujá-SP (R$ 225).

As áreas de agricultura ainda não são comuns nesta porção do sul do Pará. Para se ter uma ideia, o núcleo da Aprosoja daqui conta com 20 membros e, segundo as informações, eles representam quase 100% deles. No Simpósio realizado à noite no Sindicato Rural de Redenção, o presidente Afif nos pediu para propagar em Mato Grosso que os paraenses aguardam a vinda dos mato-grossenses por esta banda! A área de expansão agrícola sob áreas de pastagem é incalculável. Condições de solo e clima são compatíveis com a demanda da oleaginosa.  Quando a logística por Marabá sair do papel, quem produzir aqui terá preço similar a um produtor de Cascavel-PR.

 

Típica paisagem do sul do Pará.

As obras aqui no Pará são fundamentais para os produtores do Vale do Araguaia. A produção de grãos deve ser multiplicada por 4 nos próximos 10 anos e os portos do Norte são a solução. Para os paraenses, estas obras também são fundamentais. Temos que achar o ponto certo de sensibilizar o povo do Pará a lutar pela evolução da logística deste estado. Se eles entenderem que serão apenas uma passagem, o caminho será mais difícil.

Ponte provisória construída pelo exército na BR-158, sul do Pará.

 Como pode apenas em função de um marco virtual tudo mudar! Muda a paisagem, as regras, a cultura e tudo mais. O Pará é outra coisa, outro ritmo…, por enquanto! Muitas oportunidades existem por aqui! John Deere, Masseyd e algumas das ABCD’s já chegaram. Alguém tem dúvida de que isso vai vingar?

No próximo dia veremos de perto o caminho atual da soja produzida no estremo norte de Mato Grosso. Acompanharemos o transbordo dos grãos nos vagões da Vale em Colinas-TO, que na sequência seguirão para São Luiz do Maranhão-MA.

 É isso aí!”

One thought on “O Pará

  1. Fernanda 06/09/2012 / 20:05

    Eduardo, por favor, post as fotos de Porto Alegre do Norte!

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