Último dia de Estradeiro

Na sexta-feira (07.09), enquanto a maioria das pessoas curtia o feriadão, a equipe da Famato seguia pelo último dia de Estradeiro pela BR-158, saindo de São Miguel do Araguaia-GO, com destino final em Água Boa-MT. O analista de logística do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Tiago Assis, conta como foi este último dia da expedição!

Depois do cansativo dia em que rodamos mais de 800 km entre Redenção-PA até São Miguel do Araguaia-GO, nos preparamos para mais um dia de viagem rumo ao nosso ultimo destino: Água Boa-MT. Assim que saímos de São Miguel do Araguaia, pegamos a rodovia estadual GO-164, que é uma rodovia com pavimento antigo e com estado de conservação não dos melhores, porém com obras em alguns trechos para melhorar a trafegabilidade. O que se nota no trecho goiano até o entroncamento da GO-454 é o grande e quase absoluto predomínio de pastagem em cerrado típico e áreas suavemente onduladas e com presença de latossolo – evidenciando a aptidão para agricultura dessa região. O uso do solo é feito por pecuaristas tradicionais em pequenas e médias propriedades.

Motorista da Famato, Erevan Carvalho e o analista de logística do Imea, Tiago Assis em visita ao terminal ferroviário da Vale, em Palmirante-PA.

Quando entramos na GO-454, a situação da estrada muda radicalmente. Ela não é pavimentada e está em péssima condição de conservação, limitando, eu diria quase totalmente, o trânsito de qualquer tipo de caminhão, pois possui muita ondulação. Já a paisagem é idêntica à descrita anteriormente, com predomínio absoluto de pastagens até a divisa do estado, no Rio Araguaia, em Cocalinho-MT.

GO-164.

Nesse trecho do Rio Araguaia, a travessia é feita por balsa que, devido às condições da estrada, não é muito movimentada e nem recebe o fluxo de caminhões. A travessia é rápida. Após uma breve parada, seguimos viagem por 64 kilometros pela MT-326 muito mal conservada e com pontes precárias, tanto que no período da seca elas não são usadas para poderem conservá-las melhor até o período das águas. Essa região é formada predominantemente por pastagem natural, formada sobre plintossolos (solo apto para pastagens), na sua maioria tendo a vegetação típica de Campo Cerrado, com vastas áreas alagáveis durante alguns períodos do ano. Ainda no período da manhã, chegamos até a mina de calcário da Supercal, onde almoçamos. Logo após, o diretor do Movimento Pró-logística, Edeon Vaz, ministrou uma breve discussão sobre a logística do Centro-Oeste e também da região de Cocalinho.

Balsa que atravessa o rio Araguaia.

O último trecho da viagem seguiu ainda pela MT-326 até o entroncamento da MT-240, seguindo por esta até Água Boa, onde a paisagem muda um pouco, saindo do relevo plano e passando para um ondulado a forte ondulado, porém com o uso do solo igual ao anterior, ou seja, a pastagem. Quando chega-se ao Rio das Mortes, onde a travessia é feita também por balsa, se identifica o retrato e maior reivindicação dos produtores e caminhoneiros da região. Eles reivindicam a construção da ponte sobre o Rio das Mortes, que iria baratear o frete e acabaria com a longa espera que se segue para embarcar na balsa. A região como um todo, de Cocalinho até Água Boa, destino final do nosso estradeiro, não tem aptidão para agricultura, pois fatores tais como clima, relevo e tipos de solo não propiciam a conversão dessas áreas para a cultura de grãos.  

Entrocamento das rodovias MT-326 e MT-240.

 

 

 

 

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