COMITIVA DA FAMATO E SENAR-MT VISITA FAZENDA DE SOJA E MILHO NOS EUA

Depois de mais de 20 horas de viagem, que inclui tempo de espera do avião, duração do voo e troca de aeronaves, o grupo de produtores, representantes da Famato, Senar-MT e Sindicatos Rurais chegou quarta-feira (12.09) aos Estados Unidos para mais uma Missão Técnica. Fomos recebidos na cidade de Omaha, no Estado do Nebraska, pelo guia americano Larry Rupiper. Junto com ele, uma rápida garoa resolveu cair assim que saímos do aeroporto. Até que foi bom para nos refrescar, já que até o dia 23 de setembro (término da viagem) deixaremos de presenciar o calorão de Cuiabá.

Depois de um almoço caprichado, com cardápio típico americano, viajamos de ônibus para conhecer a fazenda Salter Farms, no Estado de Iowa. O proprietário, Tony Salter, nos recebeu gentilmente em sua propriedade com aproximadamente 7 mil hectares e plantio de milho (4,16 mil hectares) e soja (2,9 mil ha).

Grupo da Missão Técnica é recebido pelo produtor Tony Salter na fazenda Salter Farms.
O diretor de Relaçãoes Institucionais da Famato, Rogério Romanini, com o guia, Larry Ruppiper, e o produtor Tony Salter.

Em Iowa, a média de área produzida gira em torno de 166 hectares por produtor. Isso significa que Tony Salter é considerado um grande agricultor na região. Ao chegarmos na fazenda, logo nos deparamos com algumas das máquinas utilizadas no dia a dia da lavoura. Tony cuida, junto com mais oito funcionários, de toda a área produzida, sendo que parte dela é arrendada. As quatro plantadeiras e cinco colheitadeiras dão conta do recado também. Aliás, tecnologia é o que não falta na fazenda e demonstra que ela supre a falta de mão de obra no campo. Tony também adota a agricultura de precisão nas lavouras, técnica que tem o objetivo de melhorar o rendimento da produtividade na lavoura.

Tony Salter mostra aos integrantes da Missão alguns maquinários utilizados na colheita da soja e do milho.
Plantação de milho na fazenda de Tony Salter.

Na fazenda de Tony merece destaque também os silos de armazenamento dos grãos. São sete silos com capacidade total de armazenar 600 mil bushel por ano, o que equivale a 272 mil sacas.

A terra na região é tão fértil que os produtores nem precisam utilizar o adubo. Em anos com condições normais de produção, Tony consegue colher 54 sacas de soja por hectare. Diferentemente do Brasil, primeiro planta-se o milho e depois a soja. Outro diferencial que merece atenção é o seguro rural. Segundo Tony, 80% da produtividade média dos últimos cinco anos é segurada. O produtor paga metade e o governo fica responsável pelo restante. Para se ter uma ideia do impacto do seguro na produção agrícola, somente em Iowa existem 6.100 seguradoras.

Silos de armazenamento dos grãos.
Plantação de soja.

Nesta safra, a seca prejudicou muitos produtores norte-americanos. A média de produção de milho chega a 200 sacas por hectare, na fazenda de Tony. Por conta da seca, ele está colhendo 136 sacas por hectare. Há relatos de outros produtores que estão conseguindo tirar apenas 70 sacas/ha.

Como 65% da fazenda de Tony é irrigada, o impacto da seca foi menor. Ele acredita que a próxima safra será boa, mas, por conta do clima ruim este ano, o valor do seguro deve aumentar.

Acompanhe nossa jornada até o dia 23 de setembro no blog ou nas redes sociais Facebook (www.facebook.com/sistemafamato) e Twitter (@sistemafamato).

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