Grupo conhece de perto propriedade com criação de gado Angus

Na sexta-feira (14.09) tivemos a oportunidade de conhecer um pouco do trabalho desenvolvido pelo pecuarista, Lowell Minert, no Rancho Minert, localizado na região Sand Hills do Estado de Nebraska. Lowell cria Angus puro numa área de aproximadamente três mil hectares. Sua atividade principal é a venda de touros para rebanhos comerciais da região.

O preço médio da venda de cada touro gira em torno de US$ 5 mil. Mas, neste ano, Lowell conseguiu comercializar os animais por US$ 6,9 mil. A venda do gado ocorre uma vez por ano em leilão, diferentemente de Mato Grosso em que a comercialização dos animais é feita de acordo com a necessidade do produtor e demanda do mercado.

O proprietário da fazenda, Lowell Minert (o segundo da esquerda para a direita), explica as alternativas para superar o clima seco da região.
Equipe do Sistema Famato e Senar no Rancho Minert, localizado na região Sand Hills do Estado de Nebraska, junto com os proprietários.

Pelo visto, o rendimento de Lowell na venda dos touros é bem significativo. Em Mato Grosso, por exemplo, um Nelore PO para rebanhos comercias custa em torno de R$ 5 mil a R$ 8 mil, ou seja, não alcança metade do valor comercializado no Rancho Minert.  No entanto, vale ressaltar que o produtor trabalha com a raça Angus desde 1964. Isso significa que ele tem uma longa caminhada de experiência neste ramo.

No rancho são mantidas 500 vacas em reprodução. A capacidade de lotação média é de uma vaca com bezerro em 2 a 2,5 hectares. A pastagem é totalmente nativa. Os animais pastam durante o verão, uma parte do outono e outra da primavera, totalizando cinco meses do ano. Posteriormente, durante o inverno, o gado vai para uma área de pastagem mais baixa, onde os animais são suplementados com feno. Parte do feno é produzido na fazenda e outra parte adquirida de produtores locais.

O proprietário do rancho, Lowell Minert, cria Angus puro numa área de aproximadamente três mil hectares.
Vice-presidente da Famato, Normando Corral, e o diretor de Relações Institucionais, Rogério Romanini.

No percurso antes e dentro da fazenda, notamos o pasto muito seco. O motivo é o período de seca que a região está enfrentando. Mas não é apenas Lowell que está nessa situação. O rebanho nos Estados Unidos vem diminuindo nos últimos anos por conta da seca. Recentes notícias apontam que o rebanho americano está em torno de 90,77 milhões de cabeças, ou seja, o menor número registrado desde 1952. Em relação a 2011 houve uma queda de 2,1% motivada pela grande seca que aconteceu no Estado do Texas em 2011.

Para não depender apenas dessa pastagem de qualidade inferior, os animais de Lowell recebem uma suplementação mineral e ração peletizada, quando necessário.

Pastagem nativa e muito seca na região. Os animais de Lowell recebem uma suplementação mineral e ração peletizada, quando necessário. No inverno, o gado também é alimentado com feno que tem parte produzida na fazenda e outra parte adquirida de produtores locais.

O pecuarista e membro da diretoria do Sindicato Rural de Juara, Etso Rosolin, ficou impressionado com o preço de venda dos touros e a qualidade dos animais. “Estou admirado com a qualidade dos animais numa terra com tão baixa fertilidade para a pastagem. E produtor conseguiu superar essa deficiência de pasto com ração e feno”, observou Rosolin.

Etso Rosolin, pecuarista e membro da diretoria do Sindicato Rural de Juara.

O suplente da diretoria da Famato, Feranndo Nascimento Tulha Filho, diz que se for avaliar a implantação da pecuária de corte como uma atividade comercial na região visitada seria muito complicado. “A região é extremamente árida, sem condições de fazer qualquer tipo de correção de solo. Chove muito pouco, em torno de 700 milímetros. Então, é uma atividade de risco muito grande. Eu, particularmente, se ganhasse um chão aqui não iria querer trabalhar com gado nessa região”, opinou.

Para ele, as informações, tradições, seja na agricultura ou pecuária, adquiridas na viagem são subsídios interessantes para avaliar o lado do produtor no Brasil. “Certamente nossas condições são bem melhores do que aqui, mesmo na agricultura com problemas sérios de ferrugem e lagarta, os  nossos índices de produtividade são muito bons comparados com o que eles têm aqui. O que falta no Brasil é um pouco mais de parceria dos nossos governantes. Esse é nosso principal entrave”, complementou Tulha.

Fernando Nascimento Tulha Filho, suplente da diretoria da Famato, e sua esposa Delúbia Borges Tulha, presidente do Sindicato Rural de São José do Xingu.

 

Depois de visualizarmos de perto um pouco dos animais da propriedade, Lowell nos levou para conhecer a casa do genro, J.W. Siminson, que também é sócio na fazenda. Ao entrar na casa, conseguimos sentir na essência a cultura do cowboy americano.

A casa é toda de madeira de alta qualidade e foi idealizada e construída pelo próprio Siminson. Cabeças de animais empalhados fazem parte da decoração do ambiente, assim como diversos suvenires que remetem ao perfil country – um prato cheio para os amantes desse estilo de vida.

Casa do genro de Lowell, J.W. Siminson, que também é sócio na fazenda.
Ao entrar na casa, conseguimos sentir na essência a cultura do cowboy americano.

 

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