SECA PREJUDICA REBANHO BOVINO NOS EUA

Em Nebraska pelo menos 80% das pastagens foram consideradas em situação ruim ou muito ruim este ano, informou o especialista em carnes da Universidade do Nebraska-Lincoln (UNL), Rick Rasby, durante palestra preparada especialmente para o grupo da Missão Técnica da Famato e Senar-MT, nos Estados Unidos (EUA).

Neste ano, praticamente todas as localidades do país foram afetadas pela estiagem. A tendência, conforme Rasby, é que o rebanho continue reduzindo em função da seca. Outra tendência é a diminuição na produção e bezerros, em função da redução do rebanho.

Em 1982 o rebanho de vacas nos EUA era de 42 milhões de cabeças. Em 2011, este número caiu para 30 milhões. Somente os estados do Texas e Oklahoma perderam quase 1 milhão de cabeças de vaca.  O Texas é o estado com maior número de rebanho do país.

Um fato curioso e que chamou a atenção dos participantes da Missão Técnica foi que apesar da seca prejudicar a pastagem e, como consequência, a redução do rebanho, a produção de carne aumentou. O especialista explicou que alguns fatores têm influenciado no aumento da produção de carne na região, um deles é que a taxa de reprodução melhorou e, além disso, o tamanho das vacas aumentou. “Como as vacas estão sendo levadas para o abate, a quantidade de carne destinada ao mercado também é maior”, acrescentou o especialista.

Professor e especialista em carnes da Universidade do Nebraska-Lincoln (UNL), Rick Rasby.

 

Olha o pessoal concentrado na palestra!

 

As vacas e os bois abatidos são destinados para a indústria de hambúrguer – considerada uma boa opção na região porque paga bem. De acordo com Rasby, neste ano, como o preço da vaca subiu, não está vindo muita carne de fora para produção de hambúrguer.

Há 10 anos o consumo de carne nos EUA também está decrescendo. Em 1970, o consumo per capita dos americanos era de 84,4 libras. Em 2011, este número caiu para 57,4 libras, o que representa uma redução de 32%. Os americanos estão optando mais pelo consumo de carne de frango. O motivo, segundo Rasby, é o preço. “A redução do consumo de carne não significa que o americano não gosta de bife. Mas ficou muito caro! Nessa época de problemas econômicos é mais barato comer frango”, explicou.

Rasby acredita que o preço da carne para o consumidor americano continuará alto. “Isso talvez não seja bom para o setor. Quando o consumidor muda o hábito alimentar, dificilmente ele volta”, destaca o especialista.

Acesse o Facebook do Sistema Famato (www.facebook.com/sistemafamato) e veja mais fotos da Missão Técnica aos EUA.

Equipe da Missão Técnica reunída com o palestrante.

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