Farm Bureau trabalha para mudar Lei Agrícola dos EUA

A Farm Bureau dos Estados Unidos (EUA), entidade similar à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), está trabalhando para que as mudanças da nova Lei Agrícola americana não prejudiquem os produtores rurais. Com a crise que afetou o país nos últimos quatro anos, ficou difícil para o setor agropecuário encontrar recursos para manter programas ou criar novos ao setor produtivo. Esta foi uma das informações passadas pelo diretor sênior das Relações com o Congresso, David J. Salmonsen, aos participantes da Missão Técnica da Famato e Senar, nos EUA.

Segundo Salmonsen, em função a crise econômica dos EUA, o setor produtivo está aceitando abrir mão dos subsídios agrícolas antigos. Mas, em contrapartida, demandam um seguro agrícola mais forte e que proteja os produtores de uma maneira mais eficiente.

O seguro agrícola americano é baseado na renda do produtor. Entre 60% a 90% dos produtores americanos contratam o seguro. O percentual varia de acordo com a cultura. Conforme Salmonsen, a Farm Bureau está trabalhando por algumas mudanças. O seguro continuará baseado na renda, mas o setor produtivo quer mudar a época de formação do preço final. O governo subsidia 60% do prêmio.

Reunião na Farm Bureau em Washington DC.

Um dos grandes problemas da nova Lei Agrícola é que ainda não existe um seguro para o produtor de gado. De acordo com a economista, Veronica Nigh, é complicado fazer o seguro da pecuária. Mas, no caso do gado de corte, existe um projeto que se não chover uma determinada quantidade de água na região, o produtor pode acionar um seguro alegando redução no crescimento das pastagens. Porém também é uma medida complicada. “Vamos tentar colocar mais coisas no ‘guarda-chuva’ do seguro para a nova Lei Agrícola, como frutas e a pecuária. Vamos desenvolver estes segmentos na nova lei em parceria com o USDA”, informou Veronica.

Na opinião do presidente do Sindicato Rural de Sapezal, Claudio José Scariote, o seguro americano agrícola é muito mais barato do que o brasileiro. “Em Sapezal, muitas vezes não aderimos ao seguro por que a taxa é muito alta”, afirmou o produtor.

Com relação à safra de milho americana, a economista disse que em função da seca, considerada a pior dos últimos 50 anos, a expectativa é colher 10,7 bilhões de bushel de milho, ou seja, 1,7 bilhão a menos do que no ano passado. “Os estoques ficarão apertados. O estoque de milho deve ficar em torno de 6%. Agora todo mundo vai olhar para a safra brasileira”, alertou Veronica.

No caso do gado de corte, a economista destacou que deve demorar cerca de três anos para o setor se recuperar. “Já tivemos a seca do ano passado no sul do país. Com isso, alguém deve substituir as compras de carne e milho dos Estados Unidos por outros países. Isso pode afetar um pouco a reputação americana como fornecedor mundial de alimentos”, concluiu a economista.

A Farm Bureau está presente em 50 estados americanos. É uma organização independente, voluntária, não-governamental, dirigida por produtores agrícolas e pecuaristas que os representam. O objetivo da entidade é analisar problemas comuns e formular ações que permitam conseguir melhorias educacionais, econômicas e sociais e, desta forma, melhorar  o bem-estar e a qualidade de vida da nação americana.

Equipe da Missão Técnica Famato e Senar-MT.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s