Missão Técnica visita Senado americano

Na última sexta-feira (21.09) o grupo da Missão Técnica Famato e Senar-MT nos Estados Unidos fez uma reunião com Joshua Tonsager, o assessor legislativo do Senador de Dakota do Sul Tim Johnson. Uma das informações passadas pelo assessor e que chamou a atenção do grupo foi a concentração de empresas de abate de bovino, suínos e aves nos Estados Unidos. Isso demonstra que o problema não é exclusivo do Brasil.

Na oportunidade, o diretor de Relações Institucionais da Famato, Rogério Romanini, informou que a Famato, juntamente com as federações de Goiás e Mato Grosso do Sul, se uniram para tratar da concentração de frigoríficos na região Centro-Oeste do Brasil. “Formamos um grupo de trabalho e estamos fazendo um levantamento entre produtores, supermercados e as indústrias para checar a conta da carne, ou seja, os preços desde a criação dos animais até o abate e venda da carne nos supermercados”, informou Romanini.

Grupo reunido no gabinete do Senador Tim Johnson, em Washington. O Senador teve um compromisso, mas mandou um representante para receber a comitiva da Famato e Senar-MT.

Outro assunto debatido e que também foi abordado na reunião seguinte com a Farm Bureau foi o “Ato da Água Limpa”. A Agência de Proteção Ambiental (EPA) está tentando expandir o controle da água para todas as coleções de água, como rios, riachos e poços dos EUA. A Suprema Corte já derrubou esta pretensão em duas ocasiões, mas a EPA não desiste e conta com o apoio de organizações ambientais. Segundo Tonsager, a agência está tentando interpretar de forma diferente uma lei que já existe. “O Senado reagiu e discorda da forma como a EPA está interpretando a lei”, acrescentou o assessor. Inclusive, a Farm Bureau, entidade que corresponde à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), está processando o governo americano por conta da EPA querer expandir uma lei que já existe e nunca foi interpretada da maneira como a agência está fazendo.

No Senado, um dos assuntos que o senador Tim Johnson tem trabalhado com mais intensidade é a aprovação da Lei Agrícola. “A nova lei tem proteção para desastres, como a seca que está ocorrendo agora e está afetando principalmente os produtores de carne que estão desassistidos”, informou Tonsager ao complementar que a lei não deve ser votada antes da eleição presidencial.

A sucessão familiar é mais uma preocupação do parlamentar. Em Dakota do Sul, por exemplo, a idade média dos produtores é 57 anos e os filhos não estão querendo ficar nas propriedades. Os EUA oferecem alguns programas para estimular a entrada de pessoas na agricultura. São financiamentos que buscam aumentar o valor agregado da produção e contribuem para que os agricultores permaneçam na atividade.

Prédio do Senado em Whashington DC.

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