Produtores de MT conhecem instituto de pesquisa argentino

Na tarde do nosso segundo dia de viagem pela Argentina, conhecemos o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), cujo trabalho é parecido com o da Embrapa no Brasil. A estação experimental fica no município de Ceres, na província de Santa Fé.

O Instituto promove jornadas técnicas similares aos dias de campo feitos pela Embrapa em Mato Grosso, sendo alguns deles, inclusive, com o apoio da Famato e do Senar-MT.

O Inta tem um trabalho em conjunto com uma ONG que presta assistência técnica e leva as tecnologias desenvolvidas no campo experimental diretamente ao produtor rural.

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Campo experimental do Inta.
Campo experimental do Inta.

Um dos trabalhos feitos na pecuária de corte dessa estação é o monitoramento dos resultados do manejo de pastoreio mais a suplementação com milho em relação à produção de carne por hectare. Atualmente, a fazenda recebe animais com 150 kg (6 meses) e os mantém com uma ração concentrada de 18% de proteína durante dois a três meses. Depois os animais entram em um manejo nutricional de pastejo de alfafa, mais milho (na quantidade de 0,7% do peso vivo do animal).

No período de inverno a alfafa é substituída por silagem de sorgo ou de milho, fazendo com que os animais atinjam um peso médio de 500 kg aos 20 meses de idade, resultando assim num ganho aproximado de 430 kg de carne por hectare/ano (levando em consideração que sejam mantidos dois animais por hectare). Em média, na Argentina a produção gira em torno de 250 kg de carne por hectare ao ano.

Fazenda experimental do Inta
Fazenda experimental do Inta

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A propriedade enfrenta um problema de salinização (alto teor de sal) da água. Para solucioná-lo, existem três pontos de captação de água o mais superficial possível. Em cada ponto existe um barramento de água da chuva que abastece o lençol freático e, consequente, a redução dos teores de sal na água. A captação é feita por meio de um sistema de bombeamento por cata-ventos – o que não gera custo de energia.

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O lençol freático não é profundo. Pode ser encontrado em aproximadamente sete metros de profundidade. A água é bombeada para um tanque de concreto que foi construído com uma elevação de aproximadamente dois metros. A partir dele, a água é distribuída por gravidade para toda a propriedade que tem uma topografia extremamente plana, o que torna o sistema muito vantajoso economicamente, pois não tem custo de bombeamento e nem de distribuição, apenas de instalação dos equipamentos. Os produtores ficaram impressionados com o tanto que o relevo na região é plano.

Observamos que na província de Santa Fé o uso de cata-ventos para bombeamento de água é muito frequente, diferentemente de Mato Grosso que não tem um lençol freático tão superficial quanto nessa região. Além disso, a presença de vento é outro fator característico da região que permite o uso de cata-ventos.

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Na quarta-feira (22) iremos em outra unidade do Inta para conhecer tecnologias em propriedades de leite. Confira o relato do diretor de Relações Institucionais da Famato, Rogério Romanini.

Hasta luego!

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