Conhecimento nunca é demais!

Em nosso terceiro dia de viagem fomos para o município de Rafaela, responsável por 42% da produção de carne e 25% de leite da província de Santa Fé, na Argentina. A região de Rafaela possui 3.500 tambos (propriedades).

Conhecemos o Centro Regional de Rafaela do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta) – um dos 15 espalhados no país – que desenvolve pesquisas de pecuária de corte e de leite, agricultura e apicultura.

O principal foco dos trabalhos desenvolvidos pelo Inta é a pecuária de leite, responsável por 52% das pesquisas. Em seguida estão a pecuária de corte (15%) e a agricultura (13%).

Além da receptividade amistosa dos pesquisadores do Instituto, os produtores de Mato Grosso viram de perto o trabalho desenvolvidos no centro de pesquisa.

Perto de completar 60 anos de existência, o Inta trabalha com pesquisa e extensão rural de forma conjunta. São cinco centros de pesquisa aplicada, 16 institutos, 50 estações experimentais e 320 agências de extensão rural que fazem as oficinas de campo.

O Instituto possui 120 profissionais, 25 técnicos e 48 apoios.

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Mais uma unidade do Inta visitada pelo grupo de Mato Grosso.
Mais uma unidade do Inta visitada pelo grupo de Mato Grosso.

Na visita, conhecemos o sistema de ordenha que é semi-automatizado, sendo primordial para o desenvolvimento de pesquisa da pecuária de leite. Embora o país não tenha legislação específica para o tratamento de dejetos da ordenha, o Inta se preocupa com essa questão, visando a qualidade da água.

Existe uma preocupação constante com a contaminação dos solos, tanto que há uma linha de pesquisa focada na utilização da água e prevenção da contaminação dos lençóis freáticos, já que eles são muito superficiais.

Ordenha.
Ordenha.
Tratamento dos dejetos.
Tratamento dos dejetos.

Assim como para os 31 integrantes da Missão Técnica, o presidente do Sindicato Rural de Guarantã do Norte, Davi Fernandes, considera a viagem uma grande oportunidade para adquirir novos conhecimentos. “A gente observa que o clima aqui implica numa maneira diferenciada de os produtores aproveitarem o uso do solo, a matéria produzida para a alimentação do gado, e isso reverte num melhor aproveitamento da área para criar mais animais no sistema semi-intensivo e intensivo”, disse.

Para o produtor, os experimentos feitos pelo Inta demonstram que é possível produzir mais em uma área menor. “A tecnologia aqui é avançada tanto para o gado de corte quanto de leite. A gente percebe que a pecuária leiteira aqui é muito desenvolvida”, acrescentou.

Uma informação interessante apresentada pelo diretor que nos recebeu, Jorge Luis Villar Escura, foi que as crianças do ensino primário da região aprendem sobre “solos” com os pesquisadores do Inta. Os colégios incluíram o tema na grade curricular e, desde então, o instituto recebe todos os anos aproximadamente três mil alunos. Alguns deles, inclusive, acabam passando pelo Instituto na fase adulta, quando fazem curso superior.

Hasta luego!

Diretor Jorge Luis Villar Escura
Diretor Jorge Luis Villar Escura

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