USDA apresenta os números da pecuária americana e projeções para 2016

Os membros da Missão Técnica da Famato e Senar-MT que estão Washington DC visitaram nessa segunda-feira (29-02) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), entidade americana que corresponde ao Ministério da Agricultura no Brasil. O objetivo da visita foi conhecer os métodos de pecuária utilizados no país e as tecnologias do mercado da carne.

Os Estados Unidos são os maiores produtores mundiais de carne bovina e os maiores importadores também. A pecuária é uma atividade familiar nos EUA. Segundo o Serviço de Pesquisa Econômica, 99% das propriedades americanas são gerenciadas pela família.

O serviço de pesquisas do país apontou em janeiro de 2016 que os EUA têm 92 milhões de cabeças de gados.

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O técnico de estatísticas de pecuária do USDA Michael Klamm disse que os gados em confinamento chegaram há 13,2 milhões de cabeças em janeiro desse ano. “A estatística é feita em confinamentos com mil ou mais cabeças de gado. Essa estatística representa 80,3% cabeças de todos os confinamentos dos EUA”, explicou Klamm.

Klamm disse que as estatísticas divulgadas em janeiro também apontam 9,3 milhões de gado leiteiro.

O meio-oeste americano é a região onde tem o maior rebanho de vacas de corte, justamente onde tem a maior produção de grãos e onde estão os confinamentos. Além disso, as áreas têm clima favorável de produção.

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A economista do USDA Claire Mezoughem apresentou um gráfico com dados desde 1900, de primeiro de janeiro de cada ano. Até os anos 70 a produção e o tamanho do rebanho eram paralelas, na metade dos anos 70 o rebanho começou a cair, porém a produção de carne continuou crescendo. “O segredo está no peso dos machos e das fêmeas. Mesmo com um rebanho menor produzimos mais carne e isso se dá em consequência do peso dos animais abatidos”, explicou Claire.

Durante a reunião os produtores também questionaram sobre infraestrutura, tecnologias, políticas de crédito, projeções para este ano, exportações e ainda fizeram comparativos com o que é produzido no Brasil.

O analista de pecuária do USDA Dr. Tyler Cozzens apontou um crescimento de 3% no comércio internacional de exportação de carne bovina ainda para este ano.

A expectativa é um aumento de 1,3% na produção global de carne bovina, após a queda registrada em 2015, na comparação com 2014. Eles esperam que a produção seja de 59,2 milhões de toneladas equivalente carcaças, devido à expansão dos rebanhos dos principais produtores como Brasil, Índia e Estados Unidos.

A Índia deverá continuar a maior exportadora, com 2,17 milhões de toneladas, e o Brasil com 1,77 milhão de toneladas, com participações de 21,9% e 17,8% respectivamente no comércio total.

O crescimento chega também para a carne de frango, com aumento de 2,0% e a carne suína segue praticamente inalterada.

Na avaliação do diretor de Relações Institucionais da Famato Rogério Romanini os números apresentados são surpreendentes e as projeções para exportação internacional de carne serão muito boas para o Brasil.

Quanto à produção dos EUA, Romanini disse que os produtores rurais americanos se sentem seguros para investir com tranquilidade na propriedade porque são amparados por programas que garantem sustentabilidade. “Além de garantirem a manutenção dos produtores na atividade pecuária, os programas governamentais ainda permitem que o sistema seja competitivo”, ponderou.

Ainda nessa segunda-feira os membros da Missão Técnica visitaram o Senado, o United States Capitol (prédio do Congresso Americano), a American Farm Bureu (AFBF), conhecida como a Farm Bureau, o que corresponde a CNA no Brasil. A Farm Bureau é uma organização sem fins lucrativos que tem o objetivo de trabalhar para melhorar e fortalecer a vida dos americanos rurais e para construir comunidades agrícolas fortes e prósperas.

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Reunião na Farm Bureau

Após um dia de visitas, no início da noite, a comitiva de produtores ainda participou de uma palestra sobre a economia mundial na sala de convenções do Hotel Hilton Garden Inn. A palestra foi ministrada pelo vice-presidente global de investimentos da J.P.Morgan Frederico Cilento e pelo diretor Márcio Silva.

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