Raça de gado alemã impressiona produtores de Mato Grosso

A segunda propriedade visitada pelos participantes da Missão Técnica da Famato e Senar-MT em Kansas foi a Sandy Knoll Farm Gelbviel, em Saint John.

A propriedade familiar é administrada por Bryan Dunn que sucedeu o pai. Em uma estrutura pequena, o carro-chefe são os animais da raça gelbvieh.

Família Dunn
Família Dunn

O gelbvieh é um gado alemão que, em 1970, os Estados Unidos resolveu importar por se tratar de um animal com boa habilidade materna e duplo propósito: tanto para produção de carne quanto de leite.

Dunn conta que prioriza trabalhar com gados diferenciados dos fazendeiros da região que normalmente utilizam a raça angus. “Comparada às propriedades que vocês já visitaram com produção de angus, aqui é uma fazenda um pouco mais focada em baixo custo de produção, porém também vendemos reprodutores da raça alemã”, explicou.

O pecuarista disse que os animais da fazenda são identificados pela cor do brinco. Os brincos amarelos são para os animais meio-sangue por serem uma mistura de red angus com gelbvieh ou angus com gelbvieh. Os que utilizam brinco vermelho são no mínimo 94% de raça pura gelbvieh e os verdes são animais importados da Alemanha.

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O produtor americano explicou que os animais são muito precoces, ou seja, as vacas emprenham com seis meses de idade e quando isso acontece o procedimento é abortar, por se tratar de um animal jovem.

A propriedade comercial sofre com a falta d’água e por isso tratam os animais com ração. “A ração sai mais barata do que colocar os animais em pasto, que no caso teriam que ser removidos para uma propriedade localizada aproximadamente de 50 milhas a 70 milhas. É melhor alimentá-los no cocho do que tratar no pasto”, alertou Dunn.

Dunn disse que ao se formar em agronomia foi para a Austrália onde percebeu que lá a cultura é de controlar o rebanho com anotações e quando retornou resolveu implantar esse sistema. “Tenho dados de controle de mais de 20 anos arquivados. E isso é difícil nos Estados Unidos, o que deveria ser comum, pois ajuda a aumentar a qualidade na produção”, contou.

Para o gestor de projetos do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) Paulo Ozaki, a realidade de Mato Grosso é bem diferente das que foram vistas na Missão Técnica durante esta semana. “Eu acredito que Mato Grosso só perde em termos de instalações, falando de manejo tem muita coisa a melhorar, entretanto temos um clima tropical, outro tipo de pastagem, mas o que fica é que o estado pode melhorar e temos um potencial grande para crescer em termos de produção por área, ou seja, produtividade. E isso é algo que podemos levar de exemplo daqui. A produtividade que gira em torno da eficiência dos animais, como alimentação e fornecimento de alimentos suplementares, deve ser levada em consideração”, destacou Ozaki.

Integrantes da Missão Técnica com a família Dunn.
Integrantes da Missão Técnica com a família Dunn.

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