Universidade do Kansas demonstra interesse em exportar sêmen para o Brasil

Na programação da Missão Técnica da Famato e Senar-MT aos Estados Unidos, o grupo de produtores de Mato Grosso visitou a Unidade de Serviço de Criação da Universidade Estadual do Kansas, em Manhattan. A extensão atende o estado priorizando os alunos e em seguida os produtores.

O diretor e veterinário da central de coleta de sêmen Tom Tow começou a visita explicando o funcionamento da propriedade. Ele contou que o campus não tem nenhum touro são todos de produtores, alguns de Montana e outros vindo de New York.

Tom informou que quando os touros chegam à central eles ficam em um barracão antes de começar o processo de coleta de sêmen. Nesse espaço os estudantes aprendem a preparar o animal, palpar e realizar a inseminação artificial.

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Os animais são testados para terem a certeza de que são negativos a Leptospirose, BVD e Tuberculose. Esse processo é realizado antes de serem instalados junto aos touros que já foram testados.

De acordo com o diretor, o custo por dia para manter o touro é de U$ 8.50. As coletas de sêmen são realizadas duas vezes por semana. O preço da coleta é U$ 35.00 e para analisar o sêmen o custo é U$ 25.00, para congelar mais U$ 25.00 e mais U$ 2 por paleta. “É uma série de taxas que vão sendo adicionadas”, explicou.

O presidente do Sindicato de Rondonópolis Francisco Castro fez um comparativo com o que é cobrado em Mato Grosso e chegou à conclusão de que no Kansas é mais caro. “No Brasil é três reais e cinquenta centavos para fazer o comparativo por dose. Eles pedem cinco reais, mas cai para os R$ 3,50 dependendo de quantas mil doses. Por mês, são cobrados quatrocentos reais para permanecerem na central, ou seja, bem mais barato do que nos Estados Unidos”, estimou.

No laboratório eles avaliam o sêmen como bom ou ruim não vai ter o intermediário em que vão adicionar mais espermatozoide na paleta tentando melhor a qualidade. “Aqui a qualidade sempre vai ser a mesma”, garantiu Tow.

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Segundo o diretor, a Universidade exige padrão de qualidade. Concluíram isso por meio de pesquisas que demonstram que não adianta mais espermatozoides se a qualidade for inferior. A concentração de espermatozoide sempre será de 12 milhões.

O produtor rural de Juara Etso Rosolin questionou sobre o sêmen sexado. Tom disse que na unidade não processam sêmen sexado, porém podem coletar e mandar para a Semen Technology (empresa que tem a patente). Ele disse ainda que a ABS está tentando derrubar a patente.

Os produtores perguntaram se o sêmen pode ser coletado na fazenda. Tom afirmou que a central tem tecnologia suficiente para determinar a concentração real do sêmen, porém na fazenda não é possível utilizar o aspecto fotômetro. “Se eu for coletar em uma fazenda, acabo tendo uma concentração muito mais alta e não vou ter o aspecto fotômetro que temos aqui, pois é ele que nos garante a precisão. Na fazenda a precisão não é tão eficaz”, respondeu Tom.

O grupo interagiu e as perguntas não pararam de surgir. O produtor Zacarias Schneider quis saber sobre o uso do tempo fixo e ou inseminar em cio, se são 50% de tempo fixo e 50% de cio. Tow defende que são 50% cada e que as novilhas usam mais tempo fixo e vaca madura usam mais inseminação em cio.

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Em caso de interesse de algum produtor por touros da propriedade, Tom disse que é possível mandar doses de sêmen para o Brasil. A central tem dois touros que já estão sendo trabalhados para mandar sêmen para o Brasil. “Nos últimos dois anos, a América do Sul demostrou interesse no sêmen coletado aqui. Normalmente trabalhamos com Austrália, Nova Zelândia e Canadá e agora vamos tentar esse mercado com a América do Sul”, afirmou.

Em seguida o grupo visitou o Departamento de Ciência Animal e da Indústria também da Universidade do Kansas.

O professor Jim Drouillard contou que as instalações foram construídas em 1967 depois de terem enfrentado um tornado que vitimou mais de 300 pessoas e destruiu o prédio antigo em 966.

Drouillard disse que o espaço é destinado para ensino e pesquisa e tem capacidade para 1.800 animais.

O foco das pesquisas são nutrição e promotor de crescimento, tanto implantes estrogênicos como beta agonista e outras manipulando a nutrição.

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