Parceria Sindical 2012

 

É hoje. Logo mais terá inicio no Sesc Pantanal a Parceria Sindical, evento organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). A expectativa é grande e alguns presidentes de Sindicatos Rurais já chegaram, como o presidente de Tapurah, Silvério de Oliveira, que trouxe a esposa, Lucélia Becker de Oliveira, para participar das atividades. “A iniciativa é muito positiva para engrandecer os sindicatos”, afirmou o presidente.

Ascom Senar

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Senar avalia workshop das cadeias produtivas

Após quatro dias de evento, a equipe do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), envolvida com a organização do Workshop das Cadeias Produtivas, se reuniu para avaliar a atividade e discutir os próximos passos. A reunião ocorreu nessa sexta-feira (23.03).

Entre os pontos positivos, o destaque foi para a participação efetiva dos participantes convidados. Os debates sugeriram novos cursos/treinamentos, que deverão entrar no portfólio do Senar-MT a partir do segundo semestre deste ano.

O superintendente do Senar-MT, Tiago Mattosinho, lembra que o workshop ainda não se encerrou, em abril representantes da cadeia da soja e milho tem encontro marcado no dia 13 de abril. “Esperamos todos os representantes convidados para essa cadeia. Essa é a oportunidade que o setor tem para nos dizer como podemos melhorar nosso atendimento”, disse Matossinho ao reforçar o convite.

ASCOM Senar-MT

Organização do setor apicultor garante desenvolvimento da produção

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O ditado popular “a união faz a força” é a palavra de ordem para a Federação das Entidades Apícolas de Mato Grosso (Feapismat) e mesmo assim os produtores de mel mato-grossenses não conseguem atender a demanda do Estado. “Para trabalhar só tem que ser grande, senão o negócio não é viável”, aconselha o coordenador de Apicultura da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), José Catarino Mendes. “A saída é a organização dos produtores por meio do associativismo ou cooperativa”, indica.

A Apicultura foi tema das discussões do Workshop das Cadeias Produtivas realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) nessa quinta-feira (22.03).

De acordo com o presidente da federação, Beno Kaiser, atualmente são 1200 apicultores cadastrados e a produção em 2011 chegou a 340 mil quilos do produto, o objetivo dos apicultores é que esse número seja triplicado em 2012, atingindo 1 milhão de quilos do produto. Para ele o maior problema é que a apicultura em Mato Grosso não é tida como a principal atividade dos produtores. “Na minha opinião falta uma política de governo para fortalecer a atividade”, aponta.

Os dois afirmam que a cadeia do mel pode ser viável, desde que os apicultores recebam  incentivados para aumentar essa produção e tenham qualificações periódicas. “Todos os atores envolvidos na cadeia precisam falar a mesma língua, quando o Senar ouve os envolvidos quem sai ganhando são os clientes, ou seja os produtores”, assegura Kaiser.

ASCOM Senar-MT

Mercado de reflorestamento está em consolidação

Ex-senador Gilberto Goellner

Fomentar o multiuso do eucalipto é um dos objetivos da recém-criada Cooperativa de Reflorestamento e Bioenergia do Centro-Oeste (Cooperflora Brasil) sediada em Rondonópolis. A cooperativa reúne cerca de 40 produtores dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás que viram no setor de sistemas florestais uma oportunidade de negócio. “É um mercado ainda em consolidação, mas viável”, avaliou o idealizador da cooperativa, ex-senador Gilberto Goellner, que participou na tarde de quinta-feira (22.03) do debate da Cadeia dos sistemas florestais, no quarto dia do Workshop das Cadeias Produtivas, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT).

Segundo ele uma das dificuldades do setor é a organização do sistema desde a coleta da matéria-prima, transporte, fornecimento e a periodicidade da produção, já que em média a colheita pode ser feita em seis anos. “Cursos de avaliação econômica são importantes para a cadeia produtiva se desenvolver e se manter”, afirma. “Essa reavaliação proposta pelo Senar-MT é fundamental, pois em 20 anos as técnicas e tecnologias já mudaram e os cursos precisam evoluir na mesma medida”, comenta ao avaliar a atividade promovida pelo Senar.

ASCOM Senar-MT

Mercado exige qualificação de pequenos produtores

Francielle Guedes, engenheira agrônoma da Conab

Cerca de R$ 11 milhões foram investidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na agricultura familiar do Estado no ano passado. O valor se refere à compra de produtos realizada por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, ligado ao Fome Zero do governo federal. A informação foi repassada pela engenheira agrônoma da Superintendência Regional de Mato Grosso da Conab, Francielle Guedes, durante o quarto dia do Workshop das Cadeias Produtivas. O evento é promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) com objetivo de verificar as necessidades de qualificação profissional rural no Estado. Pela manhã participaram da atividade representantes das cadeias da fruticultura, da mandioca e da olericultura (horta).

De acordo com a agrônoma, o montante investido no Estado em 2011 contemplou em torno de sete mil pequenos produtores, que estão organizados em mais de 60 associações e/ou cooperativas localizadas em 45 municípios mato-grossenses. “São mais de 2.500 produtos negociados e doados simultaneamente às instituições que trabalham para garantir a segurança alimentar de pessoas em situação de vulnerabilidade social”, explica Francielle. Conforme ela, frutas e hortaliças são os principais produtos negociados.

“A Conab não pode adquirir produtos de pessoa física e a desarticulação dos agricultores familiares em cooperativismo e associativismo acaba tornando-se um obstáculo para a comercialização dos produtos dos pequenos produtores”, revela a agrônoma indicando que cursos do Senar-MT capacitam os alunos nessa área. A tarde o encontro será com os representantes das cadeias produtivas dos sistemas florestais e apícola.

ASCOM Senar-MT

Cadeia do leite tem condições de melhorar em volume e qualidade

Luciano Lopes, pesquisador da Embrapa durante o workshop

O pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, sediado em Sinop, Luciano Lopes, acredita que Mato Grosso está “engatinhando” quando o assunto é produção de leite, com exceções de alguns municípios que se desenvolveram de forma isolada, como Água Boa e os da Baixada Cuiabana. Porém possui potencial para crescer, já que o mercado consome produtos importados de estados das regiões Sul, Sudeste e outros do Centro-Oeste. “As prateleiras dos supermercados em Mato Grosso estão abastecidas com produtos dessas regiões”, argumenta o pesquisador. “Temos como melhorar a produção tanto em volume quanto em qualidade para atender esse público”, aponta.

Lopes participou do workshop da cadeia do leite, realizado na tarde de quarta-feira (21.03), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT). Para ele, entre as maiores dificuldades dos produtores do leite do Estado estão a deficiência de suplementação nutricional e a questão sanitária. “E nessa hora que o Senar pode fazer a diferença, atendendo a demanda de conhecimento, pois temos carência de profissionais da área para atender, principalmente municípios distantes da Capital, e de capacitação para manter esses técnicos atualizados”, cita.

ASCOM Senar-MT

Pecuaristas acreditam em crescimento da produção

Luiz Carlos Meister e Luciano Vacari

Mato Grosso é atualmente o maior produtor de rebanho bovino nacional, com um plantel de aproximadamente 30 milhões de cabeças, segundo número do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea). São 108 mil propriedades rurais no Estado com produção de gado. Dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea) mostram que o Estado aumentou sua participação nas exportações de carne bovina no acumulado de 2012, em relação ao ano passado. Em dois meses, Mato Grosso foi responsável por 16,63% dos embarques, ante os 15,93% registrados em 2011.

Para o pecuarista Luiz Carlos Meister, estes números podem ser ainda melhores. “O segmento da pecuária de corte está dividido em três níveis. O primeiro, que é a minoria, é de grandes produtores que atuam com estrutura adequada, o segundo nível também é de uma minoria, formado por produtores médios, que tem alguma estrutura e encontram deficiência para a criação. E por último os pequenos produtores, algo em torno de 75%, que estão mal preparados, tem baixa rentabilidade e sobrevivem com muita dificuldade”, resume.

Meister foi um dos participantes na manhã desta quarta-feira (21.03) do terceiro dia do Workshop das Cadeias Produtivas, realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), na sede da instituição. “A mão de obra da pecuária tem problemas básicos como o analfabetismo, que gera problemas para o desenvolvimento da cadeia”, aponta. “A iniciativa do Senar demarca uma mudança. A hora que você ouve o que o seu cliente necessita e põe aquilo em prática, as chances de acertar o objetivo são muito maiores”, avalia.

O superintendente da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, concorda com a análise do pecuarista. “É positivo rever posicionamentos. A produção no Estado é muito dinâmica. Uma técnica usada há algum tempo, hoje é obsoleta. Mudando essas ferramentas podemos melhorar o resultado na propriedade. Isso é possível com novos treinamentos ou revisão dos que já são ofertados”, afirma o presidente da associação que possui mais de três mil filiados.

Amanhã (22.03), último dia do workshop no mês de março, se encontrarão representantes de produções típicas da agricultura familiar: fruticultura, mandioca, olericultura, sistemas florestais e apícola. O Workshop volta no dia 12 de abril com o encontro dos representantes da cadeia da soja e do milho, que encerra o evento.

ASCOM Senar-MT