Representantes do Senar-MT apontam amadurecimento do setor produtivo

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“A nossa participação na Rio+20 foi muito boa. Tivemos nessa conferência a participação de federações representando produtores junto com o Senar, instituição que promove a capacitação de produtores e trabalhadores chamando a atenção na sociedade. A nossa participação foi importante porque os produtores puderam ser inseridos nas discussões ambientais.  É importante destacar que há 20 anos, na Eco-92, não houve a presença do setor produtivo, ficamos à margem dessas discussões e agora ficou muito claro a inserção do setor agropecuário do Brasil, em especial de Mato Grosso, nessa discussão. Como Senar, acredito que é importante estarmos presente porque é um tema que está cada vez mais atual, promovendo mudanças no meio rural e a instituição é a responsável por fazer a capacitação desses produtores. Quando há mudança política globais, com certezas essas mudanças vão refletir dentro da propriedade. Quem vai levar essa informação de como encarar esse novo modelo de produção, essa nova agropecuária com mais sustentabilidade econômica, social, ambiental é o Senar. Para a instituição é muito importante estar presente, para podermos verificar as mudanças e definirmos o que levaremos para os produtores promoverem essa transformação”, Superintendente do Senar-MT, Tiago Mattosinho

“A vinda da Comitiva de Mato Grosso foi muito importante. Nós que somos talvez o principal setor atingido por esta nova realidade brasileira, pelo menos, de produção com Área de Preservação nas propriedades, as Reservas Legais e as APP’s que estão sendo ratificadas nesse novo Código Florestal, deveríamos estar aqui para contar a nossa história. Eu vejo que o setor amadureceu muito nesses últimos anos porque nós não estamos mais discutindo se devemos ter uma área de preservação dentro da propriedade ou não, se os rios devem ter uma área de preservação no entorno, nas nascentes de água, se devem ser protegidos ou não. Nós já assumimos esse papel conservacionista. Esta é uma diferença marcante. Apesar de alguns setores ainda não terem entendido a importância dos produtores terem assumido esse papel de verdadeiros guardiões ambientais. O Sistema Famato está de parabéns por ter organizado essa comitiva. Eu já participei de alguns eventos no passado junto com governo do Estado em Bali, fizemos algumas palestras, éramos em poucos, depois estivemos na Dinamarca também e aqui no Brasil nós não poderíamos deixar de estar presente. Estamos em uma comitiva de mais de 30 pessoas, sem dúvida foi excelente essa participação”, Consultor Técnico, Ricardo Arioli.

“Para o Senar foi muito importante ter vindo na Rio+20 para conhecer as tendências que vão nortear as necessidades do setor agrícola de um modo geral daqui para a frente. Uma das coisas que a gente observou aqui foi que essa preocupação com a sustentabilidade está consolidada e que vamos cada vez mais evoluir nessa direção. Um projeto interessante para o Senar é capacitar os produtores para serem tomadores de créditos do Programa ABC, que é um plano do governo que coloca R$ 3 bilhões a disposição do produtor e que está com poucos tomadores e um dos motivos principais alegados pela equipe que analisa essa questão é a falta de capacitação para essa finalidade, que é lidar com atividades que se enquadrem na lista de atividades consideradas ambientalmente sustentáveis”, Coordenador Aprendizagem Rural Senar-MT, Valter Bende

 “A participação do Sistema Famato Senar na Rio+20 foi de grande importância , haja visto que esta discussão a respeito da produção sustentável é um tema vigente e o produtor não poderia deixar de estar se interando e se integrando nesse debate. Estivemos no Stand da CNA [Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária] participando com discussões e o mais importante de tudo é que o resultado desse debate será levado ao nosso Estado para que a nível governamental se tome decisões para que possamos dar continuidade a produção agrícola sustentável do país, tendo em vista que os nossos produtores já pratica essa produção sustentável no Estado de Mato Grosso. É claro que precisamos discutir melhor o assunto para que mais produtores possam se interar sobre o que é ser sustentável. Por isso parabenizo o Sistema Famato Senar, que foi a única federação presente com comitiva, apesar de ter outras federações representadas, mas efetivamente a participação de Mato Grosso nas discussões foi de extrema relevância. O Senar, em função do debate da produção sustentável, poderá tomar alguns rumos em termos de oferta de capacitação aos produtores. Discutir como nós poderemos levar essas informações, as capacitações aos nossos produtores rurais, para que possamos dar continuidade na melhoria do nosso sistema produtivo que respeita as questões ambientais e sociais para que nós possamos estar inseridos na demanda que o mundo tem, que é uma produção mais sustentável” , Supervisor Senar-MT, Natalino Márcio

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Vídeo da apresentação do presidente do Sistema Famato na Rio+20

O presidente do Sistema Famato, Rui Prado, fez uma palestra sobre a “Agricultura Sustentável de Mato Grosso”, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20. Para quem não teve a oportunidade de assisti-lo, confira a apresentação feita no espaço AgroBrasil, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), dia 21 de junho.

Mobilização da comitiva do Sistema Famato em defesa do Código Florestal Mundial

A comitiva do Sistema Famato distribuiu espetos de carne e espigas de milho para a população que passou quinta-feira (21.06) pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (RJ), onde estava a “Cúpula dos Povos”, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). A ação teve o objetivo de alertar a sociedade sobre a importância dos alimentos sustentáveis e a defesa da criação de um Código Florestal Mundial.

Confira aqui a opinião de alguns participantes da comitiva do Sistema Famato sobre a Rio+20

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“Eventos como esse os produtores rurais vão participar sempre. Na Eco 92 os produtores não participavam de eventos ambientais. Produzimos e preservamos, por isso é fundamental nossa participação nas discussões ambientais. Defendemos um Código Florestal Mundial, pois entendemos que além do Brasil outros países também precisam de regras para preservação e produção sustentável”, Rui Prado, presidente do Sistema Famato.

“Nossa participação foi muito positiva. A palestra apresentada pelo presidente da Famato mostrou a sustentabilidade da nossa produção agropecuária. Levamos a ideia de que o compromisso com o meio ambiente e a produção sustentável não deve ser só no Brasil, mas nos outros países também”, Laércio Fassoni, presidente do Sindicato Rural de Água Boa.

“Os chefes de estado tentaram costurar acordos para o futuro, mas na minha visão foram decisões muito tímidas. A impressão que eu tenho é que grande parte da população só enxerga o mundo social e ambiental e se esquecem da parte econômica. Os países ricos não participaram porque há muitos bloqueios, manifestações, mas só de termos participado da discussão dos assuntos já foi válido. Nossa participação foi muito importante. O agronegócio tem que ser representado por seus líderes”, Leonildo Bares, presidente do Sindicato Rural de Sinop.

“Na minha opinião a Rio+20 não resolveu muita coisa e isso era o que eu esperava. Mas viemos apoiar a CNA e eu considero a nossa participação muito importante para mostrar o nosso trabalho, nossa produção sustentável”, Laércio Pedro Lenz, presidente do Sindicato Rural de Sorriso.

“Vamos levar os conhecimentos e tudo o que vimos na Rio+20 para nossos municípios. O momento foi importante para falarmos da produção agropecuária sustentável desenvolvida em Mato Grosso”, Mauri Evangelista, presidente do Sindicato Rural de Nova Xavantina.

“Achei nossa participação muito importante, principalmente nossa manifestação para a criação de um Código Florestal Mundial. Fomos bem recebidos pelas pessoas que passavam no local. No próximo evento minha sugestão é mostrarmos uma parte da fazenda, trazer os animais para que as pessoa vejam como trabalhamos, vejam nossa realidade”, Aldo Rezende Junior, presidente do Sindicato Rural de Brasnorte.

“Nós fizemos a nossa parte como representantes da agropecuária de Mato Grosso. Mas acho que a participação do setor como um todo ainda foi deficiente. Poderia ter mais produtores de outros estados no evento. Assim, mostraríamos a nossa representatividade no país. Acredito que teremos resultados positivos com a Rio+20”, Ivan Moreno de Jesus, presidente do Sindicato Rural de Paranaíta.

“Nossa participação foi muito interessante. Fomos a federação mais representada. As demais trouxeram apenas os presidentes. Isso demonstra o quanto os produtores de Mato Grosso estão engajados”, Vilmondes Tomain, vice-presidente da região II pela Famato.

“Este foi apenas um começo. Conseguimos mostrar um pouco de Mato Grosso para o Brasil, como os avanços que tivemos na produtividade e no desenvolvimento sustentável”, Rui de Faria, presidente do Sindicato Rural de Porto Estrela.

“Viemos mostrar nossa produção sustentável e fomos bem recepcionados pela população. Plantamos uma semente que foi o conceito do Código Florestal Mundial. Vimos uma atuação dos produtores que não existia antes. Hoje estamos mais participativos e acredito que haverá mudanças após a Rio+20”, Cecília Stafuzza, presidente do Sindicato Rural de Matupá.

“Nossa participação foi fundamental. Acho que as federações de outros estados tinham que estar mais representadas. O maior grupo de produtores foi o de Mato Grosso. Conseguimos defender o Código Florestal Mundial, pois além do Brasil outros países também precisam fazer o dever de casa”, José Jorge Sobrinho, conselheiro fiscal do Senar-MT.

Kátia Abreu recebe comitiva do Sistema Famato na Rio+20

Nesta quinta-feira (21.06) a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, recebeu a comitiva do Sistema Famato no estante AgroBrasil da Rio+20. Ela elogiou a iniciativa do grupo que estava uniformizado e mobilizado para defender a criação de um Código Florestal Mundial.

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