Laticínio-escola

O superintendente do Senar-MT, Tiago Mattosinho, mostra no vídeo abaixo as dependências de uma escola agrícola visitada na Itália, cuja orientação é a qualificação de profissionais focados na produção de derivados de leite e embutidos de carne.

 

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Grutas de maturação de queijo são atração turística

O diretor financeiro do Sistema Famato, Nelson Piccoli, apresenta uma das grutas de maturação de queijo no Vale D’Aosta, na Itália, local famoso pelo potencial turístico, além da produção rural.

Da fazenda à indústria

In.al.pi, uma das maiores indústrias de laticínio da Europa

A agenda de compromissos oficiais da Missão Técnica do Sistema Famato/Senar na Itália incluiu também a visita a uma fazenda focada na produção de leite. “O que nos chamou a atenção nesta propriedade foi o grau de diversificação de produtos derivados do leite mantido pela gestão familiar”, observa Mattosinho.

Os cinco membros da família são responsáveis pelo processamento de leite, produção de queijo de vários tipos, iogurtes, requeijões e outros produtos. A fazenda soma 90 vacas de leite holandesas, que produzem em média 600 litros, dos quais a metade é direcionada para a cooperativa, e 50% fica com a família para a produção de derivados.

Comitiva em visita a laticínio

No quarto dia da Missão Técnica, a comitiva realizou uma visita a mais moderna indústria de laticínios da Europa, localizada em Moreta: a In.al.pi. O laticínio processa em torno de 500 mil litros de leite por dia, recebidos de 350 produtores localizados em um raio de 40 km. A indústria produz leite e queijo.

Cursos profissionalizantes de até 1.200h

Comitiva visita escola agrícola

No terceiro dia da Missão Técnica do Sistema Famato/Senar na Itália, a comitiva teve a oportunidade de conhecer uma escola profissionalizante de tecnologia de alimentos, fruto de uma parceria público-privada que tem como objetivo qualificar profissionais para produção de derivados de leite e também de embutidos de carne.

Os cursos e treinamentos são os mais diversos possíveis: vão de treinamentos para produtores e trabalhadores rurais, com cursos de cerca de 40 horas (como ocorre com o Senar-MT), até cursos mais completos para pessoas já formadas, com duração de até um ano. Nesse formato, os alunos recebem uma carga horária de 1.200 horas, sendo 480 horas em laboratório prático em fábricas e indústrias locais. Geralmente, são formados apenas 12 alunos nessa modalidade de curso.

“O grande diferencial dessa escola é a união da parte teórica com a prática, o que permite que os alunos saiam de lá realmente preparados para o mercado de trabalho”, observa o superintendente do Senar-MT, Tiago Mattosinho. O diploma expedido pela escola é aceito em toda a comunidade européia.

O sistema de ensino na escola mostrou-se tão interessante e eficiente que a comitiva mato-grossense retornou no dia seguinte para entender melhor as possibilidades da instituição firmar parceria com o Senar-MT. “Nosso foco é dispor da maior qualidade possível de cursos para os nossos educandos, e nem sempre é fácil identificar instrutores preparados para as demandas que nos são apresentadas pelo produtor e pelo trabalhador rural”, pondera o presidente do Sistema Famato/Senar, Rui Prado.

O foco da busca por parceria é promover o intercâmbio de tecnologia e know how na fabricação de queijos e embutidos. “Vamos manter contato permanente para avaliarmos a possibilidade concreta de termos instrutores do Senar-MT sendo qualificados pela escola italiana”, revelou Rui Prado.