Costumbres Rurales

Para quem quiser mais informações sobre como foi a nossa Missão Técnica para a Argentina, acesse as matérias que saíram no programa Costumbres Rurales.

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Missão técnica é manchete do jornal Famato em Campo

A manchete da edição de agosto do Jornal Famato em Campo é sobre a Missão Técnica promovida pale Famato e o Senar-MT para a Argentina e Uruguai. Para saber mais e também conhecer outras notícias do Sistema Famato que foram destaques em julho confiram aqui: Jornal Famato em Campo

2015_08_10_JORNAL FAMATO - Divulgação - Ed agosto - redes_vs-01

 

A Missão também foi notícia na imprensa

Olá pessoal,

Tivemos uma boa repercussão da Missão Técnica da Famato e Senar-MT na mídia nacional e local.

Confiram algumas das notícias:

 

SITE G1 MT

Link da matéria

A notícia da missão foi para a capa do G1 de Mato Grosso
A notícia da missão foi para a capa do G1 de Mato Grosso

JORNAL A GAZETA

Link da matéria

GAZETA

TV RECORD

PORTAL DBO

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SITE DA CNA – CANAL DO PRODUTOR

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Balanço positivo! (parte 2)

Aqui temos mais algumas opiniões dos participantes da Missão Técnica da Famato e do Senar-MT para a Argentina.

DEPOIMENTO – Rogério Romanini, diretor de Relações Institucionais da Famato

“Essa missão técnica cumpriu com os objetivos da Famato e do Senar em buscar novos conhecimentos e experiências. Vimos que os argentinos possuem uma produção significativa de carne e de leite, apesar de toda a crise que eles estão passando. Vimos também que eles possuem alguns problemas semelhantes aos nossos como a dificuldade da sucessão familiar e de mão de obra qualificada. A missão nos ajudou a estreitar relacionamentos com empresas, entidades e até mesmo entre nós, produtores rurais”.
“Essa missão técnica cumpriu com os objetivos da Famato e do Senar em buscar novos conhecimentos e experiências. Vimos que os argentinos possuem uma produção significativa de carne e de leite, apesar de toda a crise que eles estão passando. Vimos também que eles possuem alguns problemas semelhantes aos nossos como a dificuldade da sucessão familiar e de mão de obra qualificada. A missão nos ajudou a estreitar relacionamentos com empresas, entidades e até mesmo entre nós, produtores rurais”.

DEPOIMENTO – Sérgio Dalmazo Ferreira, presidente do Sindicato Rural de Cláudia

“Achei muito interessante a produção de leite nas propriedades que visitamos. Achei uma boa oportunidade de conhecer o melhoramento genético que a Argentina utiliza. Eles estão bem à frente de nós nesse aspecto do leite. Vou poder levar mais informações para os produtores do meu município, onde a produção de leite ainda é baixa. Também foi muito importante a palestra sobre produção de soja na Universidade de Buenos Aires. Achei essa viagem muito produtiva e agradeço o convite”.
“Achei muito interessante a produção de leite nas propriedades que visitamos. Foi uma boa oportunidade de conhecer o melhoramento genético que a Argentina utiliza. Eles estão bem à frente de nós nesse aspecto do leite. Vou poder levar mais informações para os produtores do meu município, onde a produção de leite ainda é baixa. Também foi muito importante a palestra sobre produção de soja na Universidade de Buenos Aires. Achei essa viagem muito produtiva e agradeço o convite”.

DEPOIMENTO – Ivan Moreno de Jesus, presidente do Sindicato Rural de Paranaíta

“Foi muito importante conhecer a realidade da Argentina. Não devemos comparar, mas a comparação é inevitável, porque são realidades totalmente diferentes da nossa. Mas serve como aprendizado e faz com que a gente pense em futuras decisões e atitudes. Observei que a produção de leite é intensiva e muito grande. Fiquei impressionado com o grupo Chiavassa e o envolvimento da família nos negócios. A sucessão familiar é algo que a gente vem discutindo há muito tempo. A Famato fala muito disso. Eu tenho filhos e penso em sucessão familiar. Isso me preocupa bastante”.
“Foi muito importante conhecer a realidade da Argentina. Não devemos comparar, mas a comparação é inevitável, porque são realidades totalmente diferentes da nossa. Mas serve como aprendizado e faz com que a gente pense em futuras decisões e atitudes. Observei que a produção de leite é intensiva e muito grande. Fiquei impressionado com o grupo Chiavassa e o envolvimento da família nos negócios. A sucessão familiar é algo que a gente vem discutindo há muito tempo. A Famato fala muito disso. Eu tenho filhos e penso em sucessão familiar. Isso me preocupa bastante”.

DEPOIMENTO – Celso Domingos Nogueira, vice-presidente do Sindicato Rural de Cuiabá

“Só tenho a agradecer a Famato e ao Senar por essa missão técnica que trouxe muito conhecimento para nós. O produtor de gado de corte argentino tem um formato diferente de produção. O sistema de pastoreio é diferente do nosso. Eles têm o formato de matar o gado precoce, garrotes de 18 meses chegando a 400 e 500 kg. Achei isso bem interessante”.
“Só tenho a agradecer a Famato e ao Senar por essa missão técnica que trouxe muito conhecimento para nós. O produtor de gado de corte argentino tem um formato diferente de produção. O sistema de pastoreio é diferente do nosso. Eles têm o formato de matar o gado precoce, garrotes de 18 meses chegando a 400 e 500 kg. Achei isso bem interessante”.

DEPOIMENTO – Aparecido Walsovir Piola, presidente do Sindicato Rural de Aripuanã

“São duas realidades bastante diferente. O nosso clima é diferente, mas o que podemos aproveitar daqui é a questão da alimentação de bovinos em confinamento e semi-confinamento. Eles estão muito adiantados e o próprio clima faz com que eles desenvolvam um processo que nós não estamos aplicando em nossa região para o semi-confinamento. Nós usamos mais a suplementação em semi-confinamento do que eles aqui, que só fazem o confinamento. Não trabalho com a pecuária de leite, mas no meu município tem produtores de leite e eu observei que estamos muito longe do que eles fazem aqui, pela própria genética do gado de leite deles que é superior a nossa”.
“São duas realidades bastante diferentes. O nosso clima é diferente, mas o que podemos aproveitar daqui é a questão da alimentação de bovinos em confinamento e semi-confinamento. Eles estão muito adiantados e o próprio clima faz com que eles desenvolvam um processo que nós não estamos aplicando em nossa região para o semi-confinamento. Nós usamos mais a suplementação em semi-confinamento do que eles aqui, que só fazem o confinamento. Não trabalho com a pecuária de leite, mas no meu município têm produtores de leite e eu observei que estamos muito longe do que eles fazem aqui, pela própria genética do gado de leite deles que é superior a nossa”.

 

DEPOIMENTO – Eliezer Alves Carvalho, produtor rural e conselheiro fiscal da Famato

“O que mais me chamou a atenção foi a ‘paradeira’ da Argentina, o destino do produtor e o que o governo está tomando do produtor. Há um desestimulo é muito grande para os produtores continuarem na atividade. Em relação á produção, observamos que a Argentina é um país com áreas muito planas, que proporcionam boas condições agrícolas. Mas nem toda facilidade convém, porque se chover demais acaba com a lavoura. Não dá para ter um volume de chuva contínuo na região de produção. No geral, a missão foi muito produtiva. Ainda existem pessoas animadas para trabalhar. Achei interessante a sucessão familiar do grupo Chiavassa. Vi a união da família e isso me chamou muito a atenção”.
“O que mais me chamou a atenção foi a ‘paradeira’ da Argentina, o destino do produtor e o que o governo está tomando do produtor.  O desestimulo é muito grande para os produtores continuarem na atividade. Em relação à produção, observamos que a Argentina é um país com áreas muito planas, que proporcionam boas condições agrícolas. Mas nem toda facilidade convém, porque se chover demais acaba com a lavoura. Não dá para ter um volume de chuva contínuo na região de produção. No geral, a missão foi muito produtiva. Ainda existem pessoas animadas para trabalhar. Achei interessante a sucessão familiar do grupo Chiavassa. Vi a união da família e isso me chamou muito a atenção”.

Balanço positivo! (parte 1)

Abaixo, temos o depoimento de alguns produtores rurais que participaram da Missão Técnica para a Argentina e Uruguai, promovida pela Famato e o Senar-MT. Eles fazem um breve resumo do que mais chamou a atenção em relação à produção agropecuária de “los hermanos”.

No período de 20 a 25 de julho, o grupo, formado por 31 pessoas, entre produtores rurais e profissionais da Famato, Senar e Imea, visitou propriedades de gado de leite, confinamento de gado de corte, estações experimentais do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), a exposição agropecuária de Palermo, o mercado de gado Liniers e a Universidade de Buenos Aires. Além disso, os participantes se reuniram com representantes do Instituto de Promoção de Carne de Gado da Argentina (IPCVA) e da Câmara de Indústria e Comércio de Carnes e Derivados (CICRA).

DEPOIMENTO – Valdir Ciomar Martini, produtor e diretor do Sindicato Rural de Guiratinga

DEPOIMENTO – Thomas Paschoal Alves Correia, presidente do Sindicato Rural de Paranatinga

DEPOIMENTO – Aldo Rezende Teles, produtor rural de Brasnorte

DEPOIMENTO – Davi Fernandes e Silva, presidente do Sindicato Rural de Guarantã do Norte

A agropecuária da Argentina pelo olhar de Guto Zanata

Neste vídeo, o gestor do Núcleo Técnico da Famato, Carlos Augusto Zanata, mais conhecido como “Guto Zanata”, faz um balanço do que os produtores de Mato Grosso conheceram da produção agropecuária da Argentina.

Hasta luego Argentina!

Encerramos nossa Missão Técnica na Argentina. Neste post, vamos destacar algumas informações mais “econômicas” do país. Conversando com os produtores, empresários e representantes de classe da Argentina, constatamos que o setor agropecuário está passando por alguns problemas semelhantes aos brasileiros. Entre eles estão os altos custos de produção e de impostos, dificuldades na sucessão familiar das propriedades e dificuldade em encontrar mão de obra qualificada.

Se não fossem os investimentos feitos no passado para implantar técnicas avançadas de nutrição animal e sanidade do rebanho, que contribuíram para os bons níveis de produção de carne e de leite do país, a situação econômica seria muito pior.

Os produtores argentinos estão descapitalizados e sem acesso a financiamentos públicos e privados. A alta inflação, câmbio desfavorável e mercados fechados por conta das relações exteriores do país têm criado uma conjuntura econômica negativa para o mercado agrícola e pecuário argentino.

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos agricultores é o imposto chamado “retenciones” que incide sobre a produção de grãos. São 35% na soja e 23% no milho. Na produção de leite, atualmente, este imposto não é incidido. Mas, ainda assim, a pecuária de leite vive uma das piores crises da história do país.

O imposto “retenciones” faz com que boa parte de todo o excedente da produção agropecuária fique no país, o que impacta na redução dos preços dos produtos e, consequentemente, na baixa lucratividade dos produtores.

Reunião com membros da Câmara de Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da Argentina
Reunião com membros da Câmara de Indústria e Comércio de Carnes e Derivados da Argentina

O desestímulo às exportações, por parte do governo, levou a Argentina a reduzir em aproximadamente 20% o volume de exportações. No caso da carne bovina, apenas 7% do que é produzido vai para o mercado externo. No passado, esse volume correspondia a aproximadamente 15%.

O rebanho bovino da Argentina reduziu nos últimos 10 anos de 61 milhões para 51 milhões de cabeças. Somente o estado de Mato Grosso possui 28 milhões de cabeças.

Como reflexo da crise financeira do país, o consumo de carne também vem diminuindo, dando espaço para as carnes de frango e suína. O preço médio de um quilo de carne bovina, por exemplo, equivale a três quilos de frango.

No caso do trigo, a produção da próxima safra deve cair de 17 milhões de toneladas para algo em torno de 9 milhões de toneladas. O país consome cerca de 6 milhões de toneladas.

Na pecuária de leite, o setor atravessa uma das piores crises, com fechamento de aproximadamente 8 mil tambos (propriedades leiteiras) nos últimos anos, especialmente os de pequeno e médio porte.

Mesmo assim, pelas tecnologias aplicadas na produção de leite, o volume produzido por propriedade é bem maior do que no Brasil. As propriedades pequenas da Argentina produzem até 2.900 litros de leite por dia, diferentemente de Mato Grosso em que 95% das fazendas de leite produzem menos de 100 litros por dia.

Centro regional do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária
Centro regional do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária

No caso da soja, as perspectivas são de redução de área e do nível tecnológico para a próxima safra e isso, consequentemente, vai contribuir para uma produção menor. Nos últimos anos, como consequência do aumento do preço da soja, muitas áreas de pecuária foram convertidas em agricultura. Mas, atualmente, os preços da soja não estão atrativos e essa conversão de área está inviável economicamente. As expectativas de melhoras, por enquanto, estão sendo depositadas nas eleições de outubro.

Em março deste ano, a Argentina foi contemplada na cota Hilton 481 da União Europeia (UE). A UE determina “cotas” (quantidades) de carne que cada país irá fornecer para ela. São cortes especiais como filé, alcatra, picanha, entre outros cortes nobres. O período da cota é anual e vai de julho a junho do ano seguinte.

Além disso, a Argentina venceu uma disputa com os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio, o que abriu portas para as exportações de carne aos americanos. Com isso, a esperança é de que o panorama das exportações melhore nos próximos anos.

Encerramos nosso post com este pôr do sol lindo registrado nas estradas por onde passamos e um agradecimento especial aos colaboradores da Famato, Senar e Imea que trabalharam na missão.

Até a próxima!

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Equipe de colaboradores da Famato, Senar-MT e Imea.
Equipe de colaboradores da Famato, Senar-MT e Imea.